terça-feira, 8 de abril de 2008

.escrever

E se a gente fizesse um post de nós.
Não "sobre", mas "de", porque somos mais que uma só carne pregada pelos dogmas, nos tornamos uma só frase.
Um post de nós, com colocações que se confundem entre eu, mim; tu e você.
Um diálogo entre quatro mãos.
Massagens entre mãos que escrevem textos.

E se a gente pontuasse essas definições suas, completasse com as amplitudes minhas e tornasse o post de nós, parte de nós mesmos?
E se essa parte fosse um todo perfeito e dividido em capítulos: o primeiro contato, o primeiro sorriso, a primeira afinidade, o primeiro carinho, a primeira lembrança, o primeiro vinho, a primeira vez... Tudo de primeira, bate-bola com as nossas letras.

E se a gente substituísse o acaso pelo destino, também pode ser por karma - adoro essa palavra -. Embora soe pesada, carrega em si a capacidade da vida. E palavras tornam-se leves nessa profusão de nós.
Esse post de nós tem título com um approach que eu ainda desconheço. Tem corpos enlaçados. Plural. Mistura de pigmentos.
Só mesmo os racionais para dizer que o encontro entre duas galáxias gera um buraco negro.

Somos cheios de nós.
Combinação de energia e desejo.
Somos nós em contexto.
Linguagens
com extrema sintonia.
E sei lá, decodificar é só pretexto.

(O que eu quero que você entenda é o mesmo que você me fez entender. Decodificar é pretexto.)
Nada mais do que um ponto de encontro entre dois sujeitos: o que escreve e o que lê, reunidos pelo ato solitário da leitura em contraponto ao ato solitário da escritura.

Nos trocamos nesses atos, fazendo um ato literário, como o ato que queremos entre bocas, tatos, eixos.

[créditos: meu inspirador, ele agora me escreve : e acreditem é muito mais intenso do que descrever]

2 comentários:

Pra quem não sabe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pra quem não sabe disse...
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